{"id":2807,"date":"2020-08-16T12:15:11","date_gmt":"2020-08-16T15:15:11","guid":{"rendered":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/?p=2807"},"modified":"2020-08-16T10:56:53","modified_gmt":"2020-08-16T13:56:53","slug":"trinta-anos-do-close-up-de-abbas-kiarostami-no-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/?p=2807","title":{"rendered":"Trinta anos do \u201cClose-Up\u201d de Abbas Kiarostami no cinema"},"content":{"rendered":"<p><strong><em><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"2361\" data-permalink=\"https:\/\/falouedisse.blog.br\/?attachment_id=2361\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Foto-Pedro-H-Azevedo-2-FullSizeRender.jpg?fit=370%2C426&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"370,426\" data-comments-opened=\"1\" data-image-title=\"Foto Pedro H Azevedo 2 FullSizeRender\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Foto-Pedro-H-Azevedo-2-FullSizeRender.jpg?fit=370%2C426&amp;ssl=1\" class=\"size-medium wp-image-2361 alignright\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Foto-Pedro-H-Azevedo-2-FullSizeRender.jpg?resize=261%2C300&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"261\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Foto-Pedro-H-Azevedo-2-FullSizeRender.jpg?resize=261%2C300&amp;ssl=1 261w, https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Foto-Pedro-H-Azevedo-2-FullSizeRender.jpg?w=370&amp;ssl=1 370w\" sizes=\"(max-width: 261px) 100vw, 261px\" \/>Pedro H. Azevedo*<\/em><\/strong><\/p>\n<p><em>Em 16.08.2020<\/em><\/p>\n<p>\u201cO cinema come\u00e7a com D. W. Griffith e termina com Abbas Kiarostami\u201d. A frase do sempre pol\u00eamico e subversivo cineasta Jean-Luc Godard pode at\u00e9 ser hiperb\u00f3lica com rela\u00e7\u00e3o ao que o cineasta iraniano Abbas Kiarostami representou na hist\u00f3ria do cinema, mas n\u00e3o deixa de ser um apontamento para a import\u00e2ncia que o tamb\u00e9m poeta e fot\u00f3grafo teve para o cinema contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Kiarostami nasceu na capital do Ir\u00e3, Teer\u00e3, em 1940, se formou em Belas Artes pela Universidade do Teer\u00e3 com foco em pintura e design gr\u00e1fico. Seu in\u00edcio no cinema foi em 1970, mas foi somente em 1987, com o lan\u00e7amento do filme \u201cOnde Fica a Casa do Meu Amigo?\u201d, que ele ganhou reconhecimento internacional. Esse filme acabou sendo o primeiro de uma trilogia de filmes passados em Koker, vilarejo do norte do Ir\u00e3. Os outros dois filmes, \u201cE a Vida Continua\u201d (1992) e \u201cAtrav\u00e9s das Oliveiras\u201d (1994), criam camadas de realidade e fic\u00e7\u00e3o que emaranham qualquer no\u00e7\u00e3o de verdade e mentira. Essa mesma abordagem o consagrara em 1990 com o lan\u00e7amento da sua obra-prima, \u201cClose-Up\u201d.<\/p>\n<p>Dizer que \u201cClose-Up\u201d \u00e9 o maior filme da hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 qualquer exagero. O filme, documental e ao mesmo tempo fic\u00e7\u00e3o, conta a hist\u00f3ria real do crime cometido pelo humilde Hossain Sabzian, que fingiu ser o conhecido diretor iraniano Mohsen Makhmalbaf para uma fam\u00edlia de classe m\u00e9dia do Ir\u00e3 e acabou se favorecendo do status do diretor, dizendo que iria produzir um filme junto com a fam\u00edlia, para ganhar um tratamento diferenciado dos mesmos. Depois de um tempo, desconfiados do impostor, eles, junto com um jornalista investigativo e a pol\u00edcia, desmascaram Sabzian.<\/p>\n<p>O caso por si s\u00f3 j\u00e1 \u00e9 interessante, mas Kiarostami consegue ir muito al\u00e9m de mostrar um fato. Ele realiza uma obra que vai discutir a pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o entre realidade e fic\u00e7\u00e3o dentro do cinema. O filme \u00e9 composto de imagens reais do julgamento de Hossain Sabzian, filmadas pelo diretor e imagens dramatizadas de coisas que supostamente aconteceram. Por\u00e9m, as cenas dramatizadas s\u00e3o encenadas pelas pessoas que a viveram. A fam\u00edlia v\u00edtima interpreta ela mesma, Sabzian tamb\u00e9m e at\u00e9 o pr\u00f3prio Kiarostami aparece dentro do seu pr\u00f3prio filme, de modo que existem cenas onde n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber se foram encenadas ou se s\u00e3o a realidade pura que foi gravada. Indo at\u00e9 al\u00e9m disso, existem cenas que foram acontecimentos reais gravados pelo diretor, mas que, justamente por terem sido gravados acabam ganhando uma camada de d\u00favida. Assim como em alguns dom\u00ednios da f\u00edsica, o efeito do observador \u2014 isto \u00e9, a altera\u00e7\u00e3o que a intera\u00e7\u00e3o entre o observador e o objeto observado causa no objeto observado \u2014 est\u00e1 presente aqui. Ao estarem conscientes (e Kiarostami faz quest\u00e3o de nos deixar consciente de que eles sabem que est\u00e3o sendo filmados) da presen\u00e7a da c\u00e2mera, a veracidade do comportamento das pessoas gravadas acaba sendo jogada em um campo de incertezas. Aqui, mais do que nunca, a linha entre o fato e a fic\u00e7\u00e3o se perde.<\/p>\n<p>Temos uma recria\u00e7\u00e3o da realidade por meio da fic\u00e7\u00e3o, Sabzian interpretando ele mesmo fingindo ser (interpretando) Makhmalbaf. Uma mentira (o pr\u00f3prio filme em si, uma realidade fabricada) \u00e9 criada dentro de uma verdade (o crime que realmente aconteceu) que foi criada atrav\u00e9s de uma mentira (a tentativa de fraude de Sabzian), que, por sua vez, nasceu do amor verdadeiro que Sabzian tem com o cinema de Makhmalbaf.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: 20px;\"><em><strong>Ele diz em seu julgamento: \u201cCada vez que me sinto triste na pris\u00e3o penso no verso do Cor\u00e3o que diz: \u2018Diz o nome de Al\u00e1 e o teu cora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 confortado.\u2019 Mas n\u00e3o sinto conforto nenhum. Sempre que estou deprimido ou transtornado, sinto o desejo de gritar ao mundo a ang\u00fastia da minha alma, os tormentos que passei, todas as minhas tristezas, mas ningu\u00e9m as quer ouvir. Eis que chega um homem que retrata todo o meu sofrimento nos seus filmes e posso ir v\u00ea-los uma e outra vez. Mostram o rosto maligno daqueles que brincam com a vida dos outros, o rico que n\u00e3o presta aten\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades materiais b\u00e1sicas do pobre. (&#8230;) Ele diz as coisas que eu desejei ter expressado\u201d. A identifica\u00e7\u00e3o que ele tem com os filmes do diretor \u00e9 t\u00e3o grande que a sua tentativa de se passar pelo cineasta \u00e9 muito mais uma consequ\u00eancia dessa identifica\u00e7\u00e3o e do seu amor pelo cinema, do que a tentativa de ganhar alguma vantagem material unicamente.<\/strong><\/em><\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O cr\u00edtico e te\u00f3rico do cinema Andr\u00e9 Bazin, no ensaio &#8220;Ontologia da imagem fotogr\u00e1fica&#8221;, confere a fotografia (e a prolonga ao cinema) a objetividade na intera\u00e7\u00e3o com a realidade como elemento espec\u00edfico da mesma (BAZIN, Andr\u00e9. O que \u00e9 o cinema? S\u00e3o Paulo: Ubu Editora, 2018). &#8220;Pela primeira vez, uma imagem do mundo exterior se forma automaticamente, sem a interven\u00e7\u00e3o criadora do homem, segundo um rigoroso determinismo&#8221;. Bazin ainda diz: &#8220;A objetividade da fotografia lhe confere um poder de credibilidade ausente em qualquer obra pict\u00f3rica.&#8221; E \u00e9 justamente esse pensamento que vejo Kiarostami explorar ao m\u00e1ximo no seu filme, levando-o para extremos por meio de um complexo jogo metalingu\u00edstico.<\/p>\n<p>Se o cinema possui esse poder de trazer, mais do que qualquer outra coisa, uma verossimilhan\u00e7a \u00e0 imagem \u2014 palavra esta que j\u00e1 guarda dentro de si o atributo da virtualidade \u2014 como seria fazer um filme onde a pr\u00f3pria realidade se desdobra por meio de uma falsidade? A objetividade da c\u00e2mera \u00e9 capaz de superar uma realidade falsa? O que muda fundamentalmente entre a encena\u00e7\u00e3o de uma a\u00e7\u00e3o e a pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o que realmente aconteceu? A percep\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o carrega dentro de si mesma uma dose de fic\u00e7\u00e3o, de modo que a diferen\u00e7a entre o real e a fic\u00e7\u00e3o n\u00e3o passam apenas de inst\u00e2ncias subjetivas da mente, e o cinema, por meio da objetividade da c\u00e2mera, acaba sendo um instrumento que, de forma paradoxal, revela isso mais do que qualquer outra coisa? Essas perguntas me v\u00eam \u00e0 mente quando penso no filme.<\/p>\n<p>Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, toda essa metalinguagem presente \u00e9 trabalhada de forma muito simples no filme, no sentido de n\u00e3o ser nada que prejudique a compreens\u00e3o da trama. S\u00e3o poucos os que conseguem impor uma profundidade dessa dimens\u00e3o em um filme que possua uma rela\u00e7\u00e3o expressiva com o espectador t\u00e3o direta como aqui. Em nenhum momento Kiarostami procura complicar o seu filme com artif\u00edcios de linguagem que muitas vezes floreiam a narrativa e nada querem dizer.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da discuss\u00e3o com o cinema, Kiarostami ainda fala sobre a sociedade e o valor do humano em si mesmo, j\u00e1 que um dos porqu\u00eas de Sabzian continuar a se passar pelo cineasta de quem era f\u00e3 foi o fato de finalmente poder ser algu\u00e9m que \u00e9 respeitado, algu\u00e9m cuja a opini\u00e3o o mundo leva em considera\u00e7\u00e3o. \u201cEles (a fam\u00edlia) faziam tudo que eu pedia. (&#8230;) Nunca antes algu\u00e9m me obedecera assim, simplesmente porque sou um homem pobre. Mas porque fingi ser essa pessoa famosa, eles fariam o que lhes pedisse\u201d, diz Sabzian quando perguntado sobre as raz\u00f5es do seu crime.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o principal trabalhada por Kiarostami em \u201cClose-Up\u201d vai dar as caras nos seus pr\u00f3ximos filmes. Nos j\u00e1 citados filmes subsequentes da trilogia Koker, no seu filme vencedor do Festival de Cannes de 1997 \u201cGosto de Cereja\u201d, e de forma mais brusca em \u201cC\u00f3pia Fiel\u201d, de 2010. Nunca antes algu\u00e9m havia ido t\u00e3o fundo na investiga\u00e7\u00e3o entre o limite do simulacro cinematogr\u00e1fico com a realidade propriamente dita de forma t\u00e3o pr\u00e1tica e original. Depois de mais de um s\u00e9culo de cinema, poucos s\u00e3o os cineastas que conseguem realizar algo dessa magnitude. Kiarostami foi, sem d\u00favida, um dos maiores que j\u00e1 existiu.<\/p>\n<p><em><strong>*Pedro H. Azevedo<\/strong> escreve e administra a p\u00e1gina <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/umtoquedecinema\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Um Toque do Cinema<\/a> no Instagram. Escreve aos domingos.<\/em><\/p>\n<p><em>Foto destaque: dergreif-online.de<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pedro H. Azevedo* Em 16.08.2020 \u201cO cinema come\u00e7a com D. W. Griffith e termina com Abbas Kiarostami\u201d. A frase do sempre pol\u00eamico e subversivo cineasta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2810,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"wpmdr_menu":1,"wpmdr_menu_extended":{"individualPostRemove":1,"individualPostRemoveDate":1,"individualPostRemoveAuthor":1,"individualPostYoastRemovePublished":1,"individualPostYoastRemoveModified":1},"_jetpack_feature_clip_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[41],"tags":[],"class_list":["post-2807","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack-related-posts":[{"id":5939,"url":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/?p=5939","url_meta":{"origin":2807,"position":0},"title":"Anistia Internacional inaugura categoria de direitos humanos no Festival de Bras\u00edlia do Cinema Brasileiro","author":"","date":false,"format":false,"excerpt":"Anistia Internacional Em 20.12.2020 Em sua 53\u00aa edi\u00e7\u00e3o, o Festival de Bras\u00edlia do Cinema Brasileiro (FBCB) se uniu \u00e0 Anistia Internacional Brasil para uma nova categoria de premia\u00e7\u00e3o. Pela primeira vez, o Pr\u00eamio Cosme Alves Netto vai agraciar o filme que melhor representar os direitos humanos e os pilares humanistas\u2026","rel":"","context":"In &quot;Direitos Humanos&quot;","block_context":{"text":"Direitos Humanos","link":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/?cat=10"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/foto-destaque-materia-anistia-internacional-20.12.2020-cosme-alves-neto.png?fit=1170%2C780&ssl=1&resize=350%2C200","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/foto-destaque-materia-anistia-internacional-20.12.2020-cosme-alves-neto.png?fit=1170%2C780&ssl=1&resize=350%2C200 1x, https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/foto-destaque-materia-anistia-internacional-20.12.2020-cosme-alves-neto.png?fit=1170%2C780&ssl=1&resize=525%2C300 1.5x, https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/foto-destaque-materia-anistia-internacional-20.12.2020-cosme-alves-neto.png?fit=1170%2C780&ssl=1&resize=700%2C400 2x, https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/foto-destaque-materia-anistia-internacional-20.12.2020-cosme-alves-neto.png?fit=1170%2C780&ssl=1&resize=1050%2C600 3x"},"classes":[]},{"id":4058,"url":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/?p=4058","url_meta":{"origin":2807,"position":1},"title":"SALA DE CINEMA \u2013 \u2018Holy Motors\u2019: a busca pela beleza do gesto","author":"","date":false,"format":false,"excerpt":"Pedro H. Azevedo* Em 27.09.2020 Durante os anos 80 o cinema passou por um momento bem marcante. Se aproximando de um s\u00e9culo de exist\u00eancia, o cinema j\u00e1 possu\u00eda uma hist\u00f3ria bem fundamentada, com \u00edcones marcantes e conven\u00e7\u00f5es estabelecidas, e a linguagem cinematogr\u00e1fica j\u00e1 havia sido explorada das mais variadas formas.\u2026","rel":"","context":"In &quot;Artigo&quot;","block_context":{"text":"Artigo","link":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/?cat=41"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/foto-artigo-pedro-27.09.2020-Imagem1.jpg?fit=567%2C319&ssl=1&resize=350%2C200","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/foto-artigo-pedro-27.09.2020-Imagem1.jpg?fit=567%2C319&ssl=1&resize=350%2C200 1x, https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/foto-artigo-pedro-27.09.2020-Imagem1.jpg?fit=567%2C319&ssl=1&resize=525%2C300 1.5x"},"classes":[]},{"id":4554,"url":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/?p=4554","url_meta":{"origin":2807,"position":2},"title":"SALA DE CINEMA \u2013 O primeiro filme de horror brasileiro: \u2018\u00c0 Meia Noite Levarei Sua Alma\u2019","author":"","date":false,"format":false,"excerpt":"Pedro H. Azevedo* Em 18.10.2020 \u201cO que \u00e9 a vida? \u00c9 o princ\u00edpio da morte. O que \u00e9 a morte? \u00c9 o fim da vida. O que \u00e9 a exist\u00eancia? \u00c9 a continuidade do sangue. O que \u00e9 o sangue? \u00c9 a raz\u00e3o da exist\u00eancia\u201d Z\u00e9 do Caix\u00e3o Na hist\u00f3ria\u2026","rel":"","context":"In &quot;Artigo&quot;","block_context":{"text":"Artigo","link":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/?cat=41"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/foto-artigo-sala-de-cinema-18.10.2020-Imagem1.jpg?fit=567%2C319&ssl=1&resize=350%2C200","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/foto-artigo-sala-de-cinema-18.10.2020-Imagem1.jpg?fit=567%2C319&ssl=1&resize=350%2C200 1x, https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/foto-artigo-sala-de-cinema-18.10.2020-Imagem1.jpg?fit=567%2C319&ssl=1&resize=525%2C300 1.5x"},"classes":[]},{"id":3038,"url":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/?p=3038","url_meta":{"origin":2807,"position":3},"title":"SALA DE CINEMA &#8211; Sobre a volta para o cinema e algumas boas dicas para ver em casa","author":"","date":false,"format":false,"excerpt":"Pedro H. Azevedo* Em 23.08.2020 Na \u00faltima ter\u00e7a-feira (18 de agosto) foi anunciado o Festival De Volta Para o Cinema. Como o nome j\u00e1 diz, o festival visa a reabertura das salas de cinema do Brasil e come\u00e7a no dia 3 de setembro em v\u00e1rias cidades doPa\u00edsl. A curadoria ficou\u2026","rel":"","context":"In &quot;Artigo&quot;","block_context":{"text":"Artigo","link":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/?cat=41"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Foto-Pedro-H-Azevedo-2-FullSizeRender-261x300.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]},{"id":6392,"url":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/?p=6392","url_meta":{"origin":2807,"position":4},"title":"SALA DE CINEMA \u2013 \u201cTenet\u201d \u00e9 o melhor e o pior de Christopher Nolan de uma s\u00f3 vez","author":"","date":false,"format":false,"excerpt":"Pedro H. Azevedo* Em 17.01.2021 Uma das principais marcas do cinema do brit\u00e2nico Christopher Nolan \u00e9 a peculiar forma que o tempo se comporta em seus filmes. Em Amn\u00e9sia (2000) a mente perturbada do protagonista faz a narrativa correr de tr\u00e1s pra frente Em O Grande Truque (2006) a leitura\u2026","rel":"","context":"In &quot;Artigo&quot;","block_context":{"text":"Artigo","link":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/?cat=41"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/foto-sala-de-cinema-17.01.21-Imagem1.png?fit=567%2C327&ssl=1&resize=350%2C200","width":350,"height":200,"srcset":"https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/foto-sala-de-cinema-17.01.21-Imagem1.png?fit=567%2C327&ssl=1&resize=350%2C200 1x, https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/foto-sala-de-cinema-17.01.21-Imagem1.png?fit=567%2C327&ssl=1&resize=525%2C300 1.5x"},"classes":[]},{"id":2590,"url":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/?p=2590","url_meta":{"origin":2807,"position":5},"title":"Liberdade nas m\u00e3os dos espectadores, a conveni\u00eancia da Netflix est\u00e1 criando um problema?","author":"","date":false,"format":false,"excerpt":"Pedro H. Azevedo* Em 09.08.2020 A rela\u00e7\u00e3o da Netflix com o cinema \u00e9 um tema constante no meio cinematogr\u00e1fico. Desde que a empresa resolveu entrar no circuito de festivais e premia\u00e7\u00f5es, personalidades do meio opinam sobre os malef\u00edcios e os benef\u00edcios que esse novo modelo causa ao cinema. Steven Spielberg\u2026","rel":"","context":"In &quot;Artigo&quot;","block_context":{"text":"Artigo","link":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/?cat=41"},"img":{"alt_text":"","src":"https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Foto-Pedro-H-Azevedo-2-FullSizeRender-261x300.jpg?resize=350%2C200&ssl=1","width":350,"height":200},"classes":[]}],"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pc5CCw-Jh","jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/falouedisse.blog.br\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/Foto-artigo-Pedro-2-indice.jpg?fit=279%2C181&ssl=1","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2807","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2807"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2807\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2812,"href":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2807\/revisions\/2812"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2807"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2807"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/falouedisse.blog.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2807"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}