Esportes, Meio Ambiente

Circuito Ambiental de Surf agita Gaibu sábado e domingo

Tereza Soares

Em 29.08.2025

O Circuito Ambiental surgiu com o ideal de chamar a atenção para a proteção das tartarugas marinhas na região

A abertura acontece com show de reggae com Dudu Lemos e Banda no Uirapuru Praia Lounge na beira mar de Gaibu

A praia de Gaibu, que já recebeu os campeonatos mundiais de surf Hang Loose Pro Contest e OP Bali, no litoral do Cabo de Santo Agostinho, sediará nos dias 30 e 31 de agosto, o Circuito Ambiental de Surf. A programação começa no sábado, 30, com a abertura do primeiro circuito de surf da categoria Guarda Vidas e o campeonato de surf na categoria 50mais, para os atletas veteranos. De acordo com a organização, serão 16 guardas vidas de todo o estado e 16 atletas com mais de 50 anos e a inscrição custa 30 reais.

No primeiro dia será oferecida vacinação contra gripe e aferição de pressão arterial para toda a população no estande da Secretaria Municipal de Saúde, a ser instalado especialmente para o evento. Também acontecerá, de graça, show de reggae com Dudu Lemos e Banda, a partir das 14h, no palco do Uirapuru Praia Lounge, na beira mar de Gaibu, na abertura do circuito.

Ao longo do sábado serão distribuídos brindes para as crianças praticantes da escolinha Jacas de Hand Surf, que atende à faixa etária de 5 anos. São garrafas de águas recicladas, bolsas recicladas da Voice Oceans, feitas de lixo descartado durante pesca de alto mar, além de cartilha educativa de meio ambiente voltada para as crianças. No domingo, 31, o campeonato será voltado para iniciante, open, master e feminino de surf. Para essas categorias a inscrição será dois quilos de alimentos não perecíveis, que serão doados para as atividades sociais do Cadi Gaibu (Centro de Assistência e Desenvolvimento Integral).

De acordo com um dos organizadores do evento, João Carlos (Batata), o Circuito Ambiental surgiu com o ideal de chamar a atenção para a proteção das tartarugas marinhas na região, cuja desova acontece na praia do PQP, numa área de potencial natural para a prática do surf e boadboarding. “Estamos na décima sétima edição. Começamos com o festival socioecológico e mudamos para o festival ambiental. Realizamos esse movimento na época para barrar a construção de um canal na área da desova das tartarugas e o objetivo era coletar registos dos ninhos. Foi um sucesso, as tartarugas nasceram durante o evento em meio às baterias do campeonato. Fizemos fotos catalogando mais de 30 ninhos, fizemos várias relocações de ninhos junto com os ecoassociados para salvar esses animais e hoje damos continuidade sob este lema”, assinala João Carlos.

 

O que você achou desse conteúdo?

Discover more from

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading