Artigo

Religião e violência no Cabo de Santo Agostinho: contradições entre majoritarismo religioso e realidade social

Ricardo Jorge Silveira Gomes*

Em 08.07.2025

INTRODUÇÃO

O município do Cabo de Santo Agostinho, localizado na Região Metropolitana do Recife (RMR), destaca-se por sua relevância histórica, geopolítica e econômica no estado de Pernambuco. Situado em uma área estratégica – próxima ao Complexo Industrial Portuário de Suape – o Cabo apresenta um crescimento urbano acelerado e marcado por desigualdades socioespaciais. Apesar de sua importância econômica, a cidade tem enfrentado, nas últimas décadas, graves problemas sociais, entre eles, o alarmante avanço da violência urbana. Segundo dados da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco e do Atlas da Violência (IPEA/FBSP, 2023), o município figura recorrentemente entre os mais violentos do estado, com taxas de homicídios por 100 mil habitantes superiores à média nacional.

Essa realidade violenta convive com um contexto de forte religiosidade popular. De acordo com os dados do Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 70% da população cabense se declara cristã, sendo 43,73% evangélica e 28,16% católica. Este dado, à primeira vista, poderia sugerir um tecido social regido por normas morais, solidariedade e pertencimento comunitário – características frequentemente atribuídas às religiões de matriz cristã. No entanto, a coexistência entre altos índices de religiosidade e níveis críticos de violência urbana desafia a suposição de que a religião, por si só, funcione como um freio moral ou um fator de pacificação social.

A literatura sociológica e antropológica tem problematizado essa relação ambígua. Como observa Zaluar (2001), a violência urbana nas periferias brasileiras está enraizada em múltiplos fatores estruturais: desigualdade econômica, ausência do Estado, disputas territoriais e exclusão social. Nesses contextos, a religião pode atuar como espaço de resistência simbólica e assistência social, mas também pode reproduzir discursos moralistas que individualizam os problemas coletivos (BIRMAN, 1996; MACHADO, 2012).

Ricardo Mariano (2004) destaca que o crescimento dos movimentos pentecostais e neopentecostais nas periferias urbanas não se traduz automaticamente em transformação das estruturas sociais. Embora promovam regeneração pessoal e disciplinamento dos fiéis, tais movimentos tendem a operar dentro de uma lógica de “salvação individual”, frequentemente dissociada de ações coletivas voltadas à justiça social e à superação da violência estrutural.

Nesse sentido, torna-se necessário compreender por que uma cidade como o Cabo de Santo Agostinho – marcada por um forte enraizamento religioso – continua sendo uma das mais violentas de Pernambuco. O presente artigo parte dessa aparente contradição para investigar os limites e possibilidades da religião enquanto fator de regulação social, à luz dos dados do Censo 2022 e da literatura especializada sobre violência, religiosidade e exclusão urbana. A proposta é problematizar o papel das igrejas no contexto cabense: seriam elas espaços de transformação social ou de acomodação moral diante da violência cotidiana?

  1. A PRESENÇA RELIGIOSA NO CABO DE SANTO AGOSTINHO: DADOS DO CENSO 2022

De acordo com o Censo Demográfico de 2022, divulgado pelo IBGE, o município do Cabo de Santo Agostinho conta com uma população de 198.716 habitantes. A distribuição religiosa da população revela uma forte predominância do cristianismo, que representa mais de 70% dos habitantes, com destaque para os evangélicos e católicos.

A composição religiosa do município é a seguinte: Evangélicos: 43,73%; Católicos: 28,16%; Sem religião: 21,97%; Espíritas: 0,66%; Religiões de matriz africana: 0,31%; outras religiões (incluindo judaísmo, islamismo, tradições orientais etc.): 5,17%.

A predominância evangélica no Cabo segue uma tendência observada em várias regiões metropolitanas brasileiras, onde o crescimento do pentecostalismo tem sido acelerado desde os anos 1990. Como enfatiza Ricardo Mariano (2004), o avanço das igrejas pentecostais e neopentecostais se dá principalmente nas áreas periféricas, caracterizadas por pobreza, ausência do Estado e vulnerabilidade social. Nessas localidades, os templos funcionam não apenas como espaços de culto, mas como centros de assistência social, identidade comunitária e disciplina moral.

No contexto cabense, é comum encontrar igrejas Assembleia de Deus, Universal do Reino de Deus, Deus é Amor, Brasil para Cristo e ministérios independentes espalhados pelos bairros de Pontezinha, Pirapama, Charneca, Santo Inácio, entre outros. Essas igrejas frequentemente oferecem cursos, cestas básicas, grupos de jovens e visitas a famílias em situação de risco, criando vínculos sólidos com a população local.

A Igreja Católica, embora tenha perdido espaço nas últimas décadas, mantém uma presença significativa, com 28,16% dos habitantes. Paróquias como a de Santo Amaro, no centro histórico do Cabo, e a do Bom Conselho, em Ponte dos Carvalhos, continuam sendo polos importantes de mobilização social, catequese, pastoral da juventude, movimentos populares e ações caritativas. Em alguns territórios, sua atuação se articula com a história de lutas comunitárias, principalmente na defesa de direitos urbanos, ambientais e sociais.

Outro dado relevante é o crescimento dos “sem religião”, que atingem 21,97% da população. Esse número acompanha a tendência nacional de secularização parcial ou deslocamento religioso (Teixeira, 2015), refletindo mudanças geracionais, desilusão com instituições religiosas ou adesão a espiritualidades menos institucionalizadas.

Apesar de minoritários, os grupos espíritas (0,66%), de matriz africana (0,31%) e outras religiões (5,17%) também têm papel significativo na diversidade religiosa do município. Esses grupos, no entanto, enfrentam maiores desafios de visibilidade e respeito, especialmente diante do avanço de discursos religiosos fundamentalistas e da intolerância (Oro & Steil, 2005).

O gráfico exibido acima sintetiza visualmente essa composição religiosa no Cabo de Santo Agostinho (IBGE/2022). Essa configuração religiosa, numericamente expressiva, levanta um paradoxo importante: como explicar a persistência da violência extrema em um território onde a fé cristã é predominante? Tal contradição será discutida nas próximas seções deste artigo, com base em autores que analisam os limites da religião como ferramenta de transformação social em contextos de desigualdade estrutural.

  1. O PARADOXO DA RELIGIOSIDADE E DA VIOLÊNCIA

A expectativa de que sociedades altamente religiosas sejam também mais pacíficas é um pressuposto comum tanto no senso comum quanto em discursos religiosos institucionalizados. No entanto, essa associação é cada vez mais desmentida pelos dados empíricos e pelas análises críticas da sociologia da religião. No Brasil, inúmeros estudos apontam que a religiosidade, por si só, não funciona como antídoto contra a violência, sobretudo quando esta está enraizada em estruturas históricas de desigualdade, exclusão social, racismo estrutural e ausência de políticas públicas eficazes (Zaluar, 2001; Souza, 2006).

No contexto do Cabo de Santo Agostinho, essa contradição é particularmente evidente. O município, apesar de majoritariamente cristão, convive com índices elevados de homicídios, tráfico de drogas, violência doméstica, criminalidade juvenil e confrontos armados em diversas localidades. Essa realidade complexa não é nova. Como destaca Alba Zaluar (2001, p. 95), “a violência nas periferias urbanas brasileiras não é apenas produto da ausência do Estado, mas também de sua presença seletiva e violenta, marcada por repressão e não por proteção social”.

A religião, nesse cenário, exerce múltiplas funções. De um lado, é um espaço de acolhimento, disciplina e reconstrução moral, especialmente nas igrejas evangélicas pentecostais e neopentecostais, que atuam intensamente em comunidades periféricas. De outro, nem sempre se traduz em práticas coletivas voltadas à transformação estrutural da realidade social, operando, muitas vezes, como lugar de consolo espiritual e de fuga simbólica frente à dureza do cotidiano (Birman, 1996). Como afirma Patrícia Birman (1996, p. 59), “o discurso religioso tende a individualizar os problemas sociais, transferindo-os para o campo da fé pessoal e da salvação da alma”.

É nesse sentido que se pode falar em um paradoxo religioso: quanto mais cresce a presença institucional das igrejas, mais se torna evidente a limitação de suas ações frente à complexidade dos problemas sociais. Muitas comunidades religiosas desenvolvem projetos de reinserção social, campanhas contra as drogas, ou visitas a presídios; no entanto, essas ações são pontuais e raramente conseguem modificar as estruturas que produzem e reproduzem a violência (Teixeira, 2015).

Ademais, a atuação de algumas lideranças religiosas no espaço público pode, por vezes, reforçar discursos punitivistas, moralistas ou indiferentes às causas estruturais da violência. Como aponta Maria das Dores Campos Machado (2012), o envolvimento político de segmentos evangélicos nem sempre se orienta por uma agenda de justiça social, mas por princípios de ordem, segurança e disciplina, o que pode contribuir mais para o controle do comportamento do que para a emancipação cidadã.

No caso do Cabo de Santo Agostinho, fatores como a expansão urbana desordenada, a precarização do mercado de trabalho, a insuficiência de políticas públicas habitacionais, a presença de facções criminosas e o tráfico de drogas formam um caldo de cultivo para o agravamento da violência, sobretudo entre os jovens das periferias. A atuação do Estado, por sua vez, é marcada por intermitência e seletividade, presente em algumas regiões com força policial, mas ausente em políticas de saúde, educação, cultura e geração de renda.

Assim, mesmo com templos em quase todas as ruas, cultos diários e expressiva participação religiosa, o cotidiano da violência persiste. A religiosidade majoritária no município não garante, por si só, a pacificação social. Isso reforça a tese de que a fé precisa estar articulada a um projeto coletivo de justiça, inclusão e cidadania, caso contrário, corre o risco de ser apenas um bálsamo individual frente a um mundo estruturalmente excludente.

  1. RELIGIÃO COMO SUPORTE OU COMO LIMITAÇÃO?

As igrejas evangélicas e católicas exercem, de fato, um papel relevante nas comunidades populares, especialmente em contextos marcados pela ausência ou fragilidade das políticas públicas. No Cabo de Santo Agostinho, essas instituições têm atuado como redes de suporte espiritual e material, oferecendo desde cestas básicas e atendimento pastoral até atividades com jovens em situação de risco. Essa atuação é reconhecida por muitos autores como uma forma de “capital religioso” mobilizável em contextos de vulnerabilidade social (Bourdieu, 2007).

No entanto, esse papel assistencial encontra limites significativos quando não está articulado a um projeto político-pedagógico de transformação estrutural. Em muitas situações, as ações religiosas acabam se restringindo à moralização do comportamento individual, desconsiderando os fatores econômicos, históricos e políticos que produzem a exclusão e a violência.

Segundo Faustino Teixeira (2015, p. 91), “há uma tendência em alguns setores religiosos de naturalizar a pobreza, apresentando-a como resultado de uma ‘vida distante de Deus’ ou de ‘falta de fé’, o que contribui para despolitizar os debates sobre segurança, justiça e direitos sociais”. Esse discurso transfere a responsabilidade da superação da miséria ao sujeito, ocultando as determinações estruturais e a omissão do Estado.

No caso das igrejas neopentecostais, por exemplo, a ênfase no discurso da prosperidade e da vitória pessoal sobre a adversidade pode reforçar a lógica meritocrática e individualista, afastando os fiéis da construção de uma consciência crítica sobre as causas coletivas da desigualdade e da violência (Mariano, 2004; Pierucci, 1996). Como destaca Pierucci (1996, p. 123), “o neopentecostalismo produz uma subjetividade religiosa altamente adaptada ao mercado, mas pouco afeita à crítica social”.

Além disso, no campo político, a crescente influência de lideranças religiosas tem se mostrado ambígua. Por um lado, há iniciativas positivas de atuação em defesa de direitos e mediação de conflitos. Por outro, muitos líderes religiosos se alinham a projetos conservadores, que priorizam agendas morais em detrimento de pautas sociais. Como analisa Maria das Dores Campos Machado (2012, p. 57), “o engajamento evangélico na política institucional tem privilegiado alianças com forças conservadoras, frequentemente alheias ao compromisso com políticas públicas redistributivas e com a inclusão cidadã das camadas mais pobres”.

Em contextos eleitorais, essa aliança entre religião e conservadorismo político pode dificultar o debate sobre violência estrutural, segurança pública com base nos direitos humanos, e políticas de reintegração social. O discurso dominante muitas vezes passa a ser o da punição exemplar, da “família tradicional” e da “cura moral” da sociedade, em vez de medidas concretas para combater as raízes da criminalidade e da exclusão (Souza, 2006; Teixeira, 2015).

No município do Cabo, esse cenário se manifesta em ações pontuais de impacto simbólico, mas com pouca articulação com redes públicas de proteção social. Igrejas promovem cultos contra o crime, orações públicas e marchas para Jesus, mas não necessariamente participam da elaboração de políticas públicas efetivas para juventude, segurança cidadã ou reestruturação urbana. Assim, o potencial de transformação das igrejas permanece limitado, a menos que ultrapassem o discurso moral e se comprometam com uma ação social e política mais estruturada e crítica.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O caso do Cabo de Santo Agostinho exemplifica, de forma contundente, uma das mais marcantes contradições da sociedade brasileira contemporânea: a coexistência entre uma religiosidade intensa – majoritariamente cristã – e a persistência de altos índices de violência urbana. Com mais de 70% da população declaradamente evangélica ou católica, seria de se esperar, à primeira vista, que a presença religiosa produzisse impactos positivos mais amplos no tecido social. No entanto, os dados revelam que a fé, embora significativa para a experiência subjetiva e comunitária dos indivíduos, não tem sido suficiente para conter a escalada da violência no município.

Essa constatação reforça a tese de que fé e segurança pública operam em esferas distintas, embora possam se intercruzar em alguns pontos. A religiosidade, por si só, não é capaz de reverter os efeitos de um modelo urbano desigual, da ausência do Estado nas periferias, da precarização do trabalho e da atuação de redes criminosas bem organizadas. Como aponta Souza (2006), não é possível transformar realidades marcadas pela “subcidadania estrutural” sem políticas públicas efetivas que garantam dignidade, mobilidade e inclusão.

Nesse cenário, a religião pode – e muitas vezes o faz – desempenhar um papel importante como espaço de acolhimento, reconstrução moral e suporte comunitário. Entretanto, sua contribuição para a pacificação social só se efetiva quando articulada a outras forças da sociedade civil e ao compromisso com a superação das causas estruturais da violência. Como lembra Teixeira (2015, p. 103), “a fé tem potencial transformador, mas precisa se abrir ao diálogo com a justiça, os direitos humanos e as demandas da coletividade”.

No contexto cabense, o desafio é superar a lógica da salvação individual e da moralização comportamental como única estratégia de intervenção. As igrejas que desejam exercer um papel público relevante precisam ampliar sua ação para além dos cultos e das práticas assistenciais, promovendo formação política, participação cidadã e articulação com redes públicas de proteção social. Não se trata de negar o valor da fé, mas de reconhecer que sua potência está diretamente relacionada à capacidade de se engajar com os conflitos reais da sociedade.

A religião, portanto, pode ser aliada na construção de uma cidade mais justa e segura, mas não substitui o papel do Estado na garantia de direitos fundamentais. Seu impacto depende do grau de articulação com movimentos sociais, conselhos de políticas públicas, ONGs, universidades e outros agentes da transformação social. Em outras palavras, somente a pregação moral não basta: é preciso agir de forma integrada, crítica e comprometida com o bem comum, promovendo o que Ricardo Antunes (2018) chama de uma “ética pública da solidariedade” que transcenda a fé individual e alcance a estrutura social.

O caso do Cabo é, portanto, um convite à reflexão crítica: qual o lugar da religião numa sociedade desigual e violenta? E até que ponto a fé pode transformar o mundo se não estiver disposta a enfrentá-lo com coragem política, lucidez ética e compromisso social?

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BIRMAN, Patricia. Fazer estilo criando gênero: identidade travesti na cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Garamond, 1996.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2022: Resultados preliminares – Religião por municípios. Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br

IPEA; FBSP. Atlas da Violência 2023. Brasília: IPEA, 2023.

MACHADO, Maria das Dores Campos. Política e religião: a participação dos evangélicos nas eleições. Rio de Janeiro: FGV, 2012.

MARIANO, Ricardo. Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil. São Paulo: Loyola, 2004.

SOUZA, Jessé. A construção social da subcidadania: para uma sociologia política da modernidade periférica. Belo Horizonte: UFMG, 2006.

TEIXEIRA, Faustino. Religião e sociedade no Brasil contemporâneo. Petrópolis: Vozes, 2015.

ZALUAR, Alba. Violência e criminalidade. In: Novais, Fernando (org.). História da Vida Privada no Brasil. Vol. 4. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

*Ricardo Jorge Silveira Gomes – Doutor e Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), Especialista em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Licenciado em História pela Faculdade de Formação de Professores da Zona da Mata Sul (FAMASUL). Membro Efetivo da Academia Cabense de Letras – ACL. Membro Efetivo do Instituto Histórico, Arqueológico, Geográfico e Cultural do Cabo de Santo Agostinho – IHAGCCABO. Seis Livros Publicados: GOMES, Ricardo Jorge Silveira. A Jornada de Trabalho do Docente: Ritual de deveres, restrições de direitos. Editora Universitária/UFPE.Recife.2020. GOMES, Ricardo Jorge Silveira. Pode confiar, ele é crente! Igrejas Pentecostais e as eleições cabenses de 2004. Editora Bagaço. Recife, 2018. GOMES, Ricardo Jorge Silveira. Vozes da Educação – Dialogar. Volume VII. A abordagem Freireana e as Ciências da Religião: construindo pontes rumo a Educação e Diversidade Cultural. São Paulo. 2018. GOMES, Ricardo Jorge Silveira. ACADEMIA DE LETRAS DE ESCADA – VIII ANTOLOGIA de textos Científicos – O Empreendedorismo de Madre Iva. João Pessoa, 2020.  GOMES, Ricardo Jorge Silveira GomesDA MISSA Á MILITÂNCIA: A trajetória Religiosa/Política do Padre Antônio Melo costa no município do Cabo de Santo Agostinho/PE (1963-1977). Curitiba – Appris, 2023. GOMES, Ricardo Jorge Silveira Gomes. Erivaldo Alves: Uma jornada de fé em ação acolhedora. Editora Inovação. 2025.

Imagem destaque: Web

 

O que você achou desse conteúdo?

Discover more from

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading