LITERATURA

A MENINA DOS OLHOS GRANDES terá lançamento na Bienal, neste domingo

José Ambrósio dos Santos*

Está programado para este domingo (12.10) o lançamento do meu novo livro, A MENINA DOS OLHOS GRANDES – Contos, crônicas e outros escritos, no espaço destinado à Academia Cabense de Letras (ACL) na XV Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, no Centro de Convenções. Estarei ao lado de nove importantes nomes da literatura cabense – todos integrantes da ACL – que também estarão lançando suas publicações entre as 12h e as 18h, no Espaço Cordel Café.

O livro reúne 40 textos que refletem sobre o dia a dia desses tempos conturbados no Brasil e no mundo. Relatos de entrega, desprendimento, altruísmo, superação, alegrias, fantasias, sonhos, utopias, injustiças, sofrimentos e dor. Sim, pois como bem observou o maior cronista do Cabo de Santo Agostinho nas últimas quatro décadas, Douglas Menezes de Oliveira, “a crônica também vive da dor do cotidiano, do sofrimento de anônimos e de notícias tristes de dizer.”

O conto A menina dos olhos grandes, que dá título à publicação, é baseado em fatos ocorridos em uma cidade da Região Metropolitana do Recife (RMR). Maria das Graças é um nome fictício e ela é hoje uma destacada profissional liberal cuja história de superação, narrada em concorridas palestras, vem inspirando e despertando para a conscientização e luta contra a discriminação social, racial, de gênero e o bullying.

“A simplicidade é carregada de profundos significados. Percebê-los, porém, é virtude dos que têm um olhar sensível e atento. É essa perspicácia que aparece nos textos do escritor José Ambrósio dos Santos”, escreve em sinopse na contracapa do livro o jornalista e professor Jénerson Alves. “Situados no limiar entre o jornalismo e a literatura, os contos aqui reunidos são como a vida: capazes de provocar lágrimas e risos. Uma leitura para ser feita com “olhos grandes”, completa.

“Em A MENINA DOS OLHOS GRANDES, o jornalista José Ambrósio dos Santos reúne crônicas que dialogam com o leitor através de temas múltiplos, interligados por uma observação atenta e sutil do cotidiano e das memórias, e de caráter universal, como a saudade, a amizade, a política e o preconceito”, ressalta o jornalista Jailson da Paz, também em sinopse.

Professor e jornalista, Jefte Amorim diz ver no livro “uma coletânea de sonhos de um mundo solidário, justo e equânime do vovô de Letícia: alguém que tece a memória social de seu lugar na teimosa poesia de ver a beleza estampada nos olhos grandes da menina que, em certa medida, traduz um tanto de nós em algum momento da vida”. E ele acrescenta: “Trata-se de uma leitura saborosa de contos e crônicas  em narrativas curtas, em um convite para saltar do comboio da indiferença (como fez José Ambrósio dos Santos na adolescência) em busca de novas estações para a vida – que hão de chegar!”.

Já a letróloga Beatriz Carline observa ser a publicação uma obra que descreve as vivências e os desafios do cotidiano de maneira extraordinária. “Cada história, mesmo que curta, revela a complexidade das experiências sociais, até mesmo as mais corriqueiras, como ficar preso em um elevador, e leva o leitor a refletir sobre elas. Com temáticas mistas, que transitam entre o dia a dia pernambucano e questões mundiais, e até uma conversa com a neta, os textos se concentram em um único eixo: a justiça social.”

O Prefácio é assinado pelo jornalista Ciro Carlos de Moura Rocha. O escritor Eugênio Pacelli Jerônimo dos Santos, que faleceu no dia 26 de abril deste ano, assina a Apresentação. A Orelha tem a assinatura da cientista social Ana Selma dos Santos.

OUTROS LIVROS – Também estarei levando para a Bienal os livros A mãe de Juçaral, de 2023, e Armínio da Paz, de 2024.

A mãe de Juçaral conta a história da enfermeira e missionária francesa Colette Catta, que ´protagonizou uma das mais belas histórias de amor e dedicação ao próximo vividas nos últimos 40 anos no Cabo de Santo Agostinho. Colette salvou muitas crianças da morte certa, por desnutrição, e mudou o destino de centenas de jovens cujo futuro eram a dureza dos canaviais ou biscates na paupérrima Juçaral dos anos 1970, quando ela lá chegou. Sua ação a credenciou a ser agraciada pelo governo francês com a insígnia de Cavaleira da Ordem Nacional do Mérito outorgada pelo presidente François Miterrand, em 1989.

O título A mãe de Juçaral foi extraído da fala do então Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, na missa de despedida de Colette, no dia 05 de novembro de 2016. “O que estamos celebrando não é uma missa de corpo presente, mas uma Missa de Ação de Graças. A vida de Colette Catta foi inteiramente de doação aos pobres. Foram 95 anos de bênçãos, de graças dessa que é a mãe de Juçaral”, disse Dom Fernando Saburido.

Já o livro Armínio da Paz conta a trajetória do franciscano Armínio Guilherme dos Santos, franciscano cuja ação altruísta fez uma comunidade pobre constituída por recicladores de lixo adotar o seu nome, alterando-o para Armínio da Paz.

Um reconhecimento respeitoso e carinhoso ao menino de engenho e peão de usina que se tornou empresário e fundou a rede de supermercados Arco-íris, hoje Arco-Mix, presente em vários municípios da Região Metropolitana do Recife.

“Seu Armínio viveu uma vida franciscana em tudo. Ser franciscano não é só vestir o habito. É ter caridade, amor, bondade. E ele era cheinho de caridade, amor e bondade.” Irmã (freira franciscana) Severina Maria Andrade, do Abrigo São Francisco de Assis, no Cabo de Santo Agostinho.

OUTROS AUTORES – O espaço destinado à Academia Cabense de Letras contará com a participação dos escritore(a)s Carlos Luiz Gomes, Erivaldo Alves, José Matias Borba, Ivan Marinho, Neilza Buarque, Ricardo Gomes, Tereza Soares, Valéria Saraiva e Vera Rocha.

*José Ambrósio dos Santos é jornalista, escritor e integrante da Academia Cabense de Letras.

O que você achou desse conteúdo?

Discover more from

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading