O papel da religião no enfrentamento à violência doméstica
Ricardo Jorge Silveira Gomes[1]
Em 19.08.2025
Introdução
A violência doméstica constitui um fenômeno social complexo e multifacetado, atravessado por dimensões culturais, históricas, econômicas e religiosas. Trata-se de uma realidade que ultrapassa fronteiras nacionais, atingindo milhões de mulheres no Brasil e no mundo, e que se manifesta por meio de agressões físicas, psicológicas, sexuais, patrimoniais e morais. No contexto brasileiro, a promulgação da Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha, representou um marco histórico no reconhecimento e
enfrentamento jurídico desse tipo de violência, trazendo avanços significativos ao prever medidas protetivas de urgência, responsabilização dos agressores e fortalecimento das políticas públicas de gênero. No entanto, apesar dos progressos institucionais, os índices de violência permanecem alarmantes, revelando a persistência de estruturas patriarcais que sustentam a desigualdade entre homens e mulheres.
Segundo dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2023), uma mulher é vítima de violência doméstica a cada dois minutos no país. Esse dado não apenas evidencia a gravidade da situação, mas também aponta para a urgência da construção de redes de apoio intersetoriais, capazes de articular Estado, sociedade civil e instituições comunitárias no combate ao problema. Nesse cenário, as religiões emergem como importantes atores sociais, exercendo influência tanto na reprodução quanto na desconstrução de padrões de dominação de gênero.
A relação entre religião e violência doméstica, contudo, é ambígua. Por um lado, tradições religiosas, especialmente em contextos marcados por interpretações literalistas e patriarcais das escrituras, podem reforçar a submissão feminina e legitimar a violência, como apontam estudos de Machado (2016) e Neves (2020). Por outro lado, quando interpretada a partir de perspectivas emancipatórias, como a Teologia Feminista ou a Teologia da Libertação, a religião se torna um espaço de acolhimento, denúncia e resistência. Nesse sentido, como observa Aquino (2019), “a experiência religiosa pode ser ressignificada como instrumento de fortalecimento das mulheres, afirmando sua dignidade e igualdade diante de estruturas de opressão” (p. 56).
Dessa forma, investigar o papel da religião no enfrentamento à violência doméstica torna-se fundamental não apenas para compreender sua relevância social, mas também para pensar políticas públicas mais eficazes e integradas. Ao analisar as experiências de comunidades de fé, é possível perceber como práticas espirituais, rituais de acolhimento, campanhas educativas e redes de solidariedade contribuem para o empoderamento das vítimas e a construção de uma cultura de paz. Assim, este artigo busca refletir sobre as potencialidades e desafios das religiões no enfrentamento à violência doméstica, destacando sua atuação como espaço de apoio espiritual, emocional e social.
Religião como Espaço de Acolhimento e Suporte
A religião, em suas diversas tradições, tem historicamente funcionado como um espaço de refúgio, fortalecimento e construção de sentido para indivíduos em situações de vulnerabilidade. Para mulheres que enfrentam a violência doméstica, a vivência religiosa pode representar não apenas um vínculo espiritual, mas também um recurso social e emocional de enfrentamento. Conforme destaca Nascimento (2018), “as práticas religiosas constituem recursos simbólicos e afetivos que podem auxiliar as mulheres no enfrentamento das situações de sofrimento, promovendo esperança e força interior” (p. 102). Essa esperança, frequentemente expressa em orações, rituais comunitários e redes de solidariedade, contribui para que as vítimas não se sintam sozinhas diante da dor.
Nesse contexto, a comunidade de fé desempenha papel central na mediação entre o sofrimento individual e a experiência coletiva de apoio. Como observa Sarti (2007), a religiosidade fornece uma “linguagem compartilhada para a compreensão da dor e para a mobilização de recursos de solidariedade” (p. 211). Ou seja, o pertencimento a uma comunidade religiosa não apenas confere um sentido espiritual, mas também ativa uma rede de relações interpessoais que favorece a acolhida e o cuidado.
Além disso, líderes religiosos — padres, pastores, mães e pais de santo —, quando sensibilizados e preparados, podem exercer influência significativa na conscientização e orientação dos fiéis. Araújo (2020) argumenta que “as igrejas, templos e centros religiosos se constituem em locais privilegiados para o desenvolvimento de práticas de prevenção e combate à violência de gênero” (p. 77). Essa atuação se manifesta tanto na escuta pastoral e espiritual quanto na articulação com serviços públicos de apoio, como delegacias especializadas, casas-abrigo e centros de referência.
Contudo, essa dimensão do acolhimento religioso não deve ser compreendida de forma idealizada. Em alguns contextos, líderes religiosos podem desconsiderar a gravidade da violência ou mesmo reforçar discursos que legitimam a submissão feminina, interpretando-a como um dever espiritual. De acordo com Grossi (2014), “o mesmo espaço que pode servir de proteção pode também reproduzir hierarquias de gênero, dependendo da interpretação teológica assumida” (p. 89). Assim, o papel da religião no enfrentamento à violência doméstica é ambivalente: ao mesmo tempo que pode oferecer suporte, pode também reforçar a permanência em relações abusivas.
Diante disso, é fundamental compreender que a potencialidade das tradições religiosas no enfrentamento à violência doméstica depende da postura crítica adotada por suas lideranças e fiéis. Práticas pastorais e teológicas que valorizam a dignidade humana e a igualdade entre homens e mulheres têm maior potencial de contribuir para a superação da violência. Como ressalta Aquino (2019), a espiritualidade pode ser “reelaborada como espaço de libertação, no qual as mulheres encontram reconhecimento, solidariedade e estímulo para romper ciclos de violência” (p. 56).
Portanto, a religião, quando aliada às lutas pelos direitos humanos, se apresenta como um espaço privilegiado de acolhimento e suporte. Ao oferecer tanto apoio espiritual quanto mobilização comunitária, ela fortalece as mulheres em seus processos de resistência, ressignificação da dor e reconstrução de trajetórias de vida.
Religião e Direitos Humanos
A interface entre religião e direitos humanos é essencial para compreender como os discursos religiosos podem ser aliados no enfrentamento à violência doméstica. Em sociedades marcadas pelo patriarcado e pela desigualdade de gênero, a religião tanto pode servir como ferramenta de legitimação da opressão quanto como instrumento de libertação e fortalecimento da dignidade humana. Segundo Fernandes (2017), “a religião ocupa um espaço ambíguo: de um lado, reproduz hierarquias de poder; de outro, contém recursos simbólicos capazes de inspirar processos emancipatórios” (p. 92).
Embora algumas tradições religiosas ainda reforcem leituras que naturalizam a submissão feminina, há um movimento crescente de teologias inclusivas que buscam desconstruir práticas patriarcais. Nesse sentido, Aquino (2019) afirma que a Teologia Feminista “propõe uma releitura das escrituras e das tradições religiosas a partir da experiência das mulheres, afirmando sua dignidade e igualdade” (p. 54). Tal perspectiva amplia a compreensão da espiritualidade como espaço de resistência e empoderamento, onde a fé não é vista como instrumento de controle, mas como meio de valorização da autonomia feminina.
Esse diálogo entre religião e direitos humanos tem se materializado em diferentes iniciativas no Brasil e em outros países da América Latina. A Campanha da Fraternidade, promovida anualmente pela Igreja Católica no Brasil, constitui um exemplo de mobilização religiosa que integra fé e cidadania, trazendo à pauta temas como violência, justiça social e promoção da dignidade humana. Conforme sublinha Souza (2021), tais campanhas “funcionam como pedagogia social, produzindo conscientização coletiva e convocando a comunidade de fé a uma prática ética de defesa dos vulneráveis” (p. 138).
No campo evangélico, também se destacam iniciativas comunitárias voltadas para a promoção da equidade de gênero e combate à violência doméstica. Muitas igrejas têm criado projetos sociais que oferecem suporte jurídico, psicológico e espiritual às vítimas, demonstrando a capacidade das comunidades religiosas de atuarem como redes de proteção social. De acordo com Araújo (2020), “quando vinculada aos direitos humanos, a prática religiosa torna-se um campo fértil para a superação da violência, contribuindo para a consolidação de uma cultura de paz” (p. 81).
Importante ressaltar que esse engajamento religioso não se restringe a campanhas pontuais, mas pode assumir caráter político mais amplo. As religiões, quando assumem a perspectiva da promoção da vida e da dignidade, atuam como instâncias críticas das estruturas de opressão que sustentam a violência doméstica. Como destaca Miranda (2015), “a fé, quando articulada ao discurso dos direitos humanos, transforma-se em força social e política, capaz de denunciar injustiças e mobilizar práticas de solidariedade” (p. 67).
Assim, ao dialogar com os direitos humanos, a religião deixa de ser apenas espaço de acolhimento espiritual e passa a exercer papel de resistência ativa. Esse papel envolve tanto a conscientização interna das comunidades de fé quanto a intervenção pública, contribuindo para a formação de políticas sociais mais inclusivas. Nesse sentido, a religião se apresenta não apenas como refúgio simbólico, mas também como agente transformador da realidade social, capaz de romper com a naturalização da violência e fortalecer a luta pela dignidade das mulheres.
A Religião como Rede de Proteção Social
Além do aspecto espiritual, a religião desempenha papel central na constituição de redes de proteção social que auxiliam mulheres em situação de violência doméstica. As comunidades de fé, em seus diferentes formatos, atuam como espaços de solidariedade prática, fornecendo não apenas apoio emocional, mas também encaminhamentos a serviços especializados. Nesse sentido, Souza e Carvalho (2021) destacam que “a fé se articula com a ação comunitária, produzindo solidariedade prática que se traduz em apoio material, emocional e jurídico às vítimas” (p. 134). Essa articulação é particularmente importante em contextos nos quais o Estado é ausente ou falho na implementação de políticas públicas eficazes.
Em muitas localidades brasileiras, sobretudo nas periferias urbanas e em áreas rurais, a igreja ou o centro religioso constituem a primeira instância de apoio acessível às vítimas. De acordo com Fernandes (2017), “as comunidades religiosas tornam-se pontos de referência social, funcionando como instâncias de acolhimento primário diante da carência de serviços públicos” (p. 101). Tal realidade evidencia a relevância do papel das religiões na construção de uma rede de proteção que não se restringe ao simbólico, mas se concretiza em ações materiais, como doação de alimentos, acolhimento emergencial e intermediação junto a órgãos governamentais.
A atuação das instituições religiosas também se expressa na parceria com organizações não governamentais (ONGs) e movimentos sociais que defendem os direitos das mulheres. Muitas vezes, templos religiosos servem como locais para campanhas educativas, palestras e grupos de apoio. Como observa Araújo (2020), “a articulação entre religião e sociedade civil fortalece a rede de proteção e amplia as possibilidades de enfrentamento da violência de gênero” (p. 83). Essa cooperação cria um espaço de atuação interinstitucional em que espiritualidade e cidadania se complementam.
Não obstante, é importante destacar que a função da religião na proteção social não deve ser compreendida como substitutiva ao Estado. Como alerta Nascimento (2018), “ainda que as comunidades religiosas desempenhem papel essencial de acolhimento, não podem ser responsabilizadas isoladamente pela resolução de problemas estruturais da violência doméstica” (p. 110). Isso significa que a ação religiosa deve ser vista como complementar e articulada às políticas públicas, de modo a potencializar o impacto social e evitar a sobrecarga de responsabilidades.
A rede de proteção social formada pelas religiões também possui caráter preventivo, na medida em que promove espaços de reflexão sobre direitos, equidade de gênero e valorização da vida. Iniciativas como grupos de oração voltados para mulheres em situação de violência, núcleos de aconselhamento pastoral e ações comunitárias de capacitação profissional são exemplos de como a prática religiosa ultrapassa a dimensão ritual e se transforma em ação concreta de transformação social. Segundo Miranda (2015), “quando mobilizada em torno da justiça e da solidariedade, a religião se torna uma força coletiva capaz de estruturar redes de resistência e cuidado” (p. 72).
Portanto, a religião não se limita ao campo simbólico ou espiritual, mas exerce papel concreto no processo de enfrentamento à violência doméstica. Ao oferecer suporte material, encaminhamento a serviços especializados e articulação comunitária, as instituições religiosas constroem redes de proteção que salvam vidas e fortalecem a dignidade das mulheres. Em regiões onde o Estado é ineficaz, a força dessas comunidades se revela ainda mais necessária, tornando a fé uma ferramenta prática de resistência contra a violência.
Considerações Finais
O enfrentamento à violência doméstica exige uma abordagem multidisciplinar e intersetorial, capaz de articular diferentes atores sociais — Estado, sociedade civil, instituições acadêmicas e religiosas. Nenhuma dessas instâncias, de forma isolada, é capaz de responder plenamente à complexidade do problema, que envolve aspectos culturais, psicológicos, jurídicos e espirituais. Nesse sentido, as religiões, quando comprometidas com a defesa da vida e dos direitos humanos, configuram-se como importantes aliadas na construção de respostas efetivas à violência de gênero.
É importante reconhecer, no entanto, a ambiguidade que marca a relação entre religião e violência doméstica. Por um lado, determinadas leituras literalistas de textos sagrados ou práticas religiosas patriarcais podem reforçar estigmas, silenciar mulheres e naturalizar a submissão feminina. Como lembra Grossi (2014), “a religião tanto pode ser espaço de proteção como de reprodução de hierarquias, dependendo da perspectiva teológica assumida” (p. 89). Por outro lado, quando as tradições religiosas são reinterpretadas a partir de valores de igualdade, justiça e dignidade humana, tornam-se uma força transformadora. Aquino (2019) observa que a espiritualidade, sob essa perspectiva, pode ser ressignificada “como instrumento de fortalecimento das mulheres, afirmando sua dignidade e incentivando sua libertação das estruturas de opressão” (p. 56).
Dessa forma, potencializar o papel positivo das comunidades de fé implica em investir na formação crítica de líderes religiosos, no estímulo ao diálogo inter-religioso e na promoção de parcerias institucionais com órgãos públicos e organizações sociais. Como defende Araújo (2020), “a cooperação entre religião e sociedade civil amplia a rede de proteção social e fortalece as práticas de prevenção à violência” (p. 84). Esse caminho contribui para que a religião não apenas acolha as vítimas, mas também se torne instância ativa de denúncia, conscientização e mobilização comunitária.
Outro aspecto essencial é compreender que o combate à violência doméstica não se limita ao enfrentamento imediato da agressão, mas exige a construção de uma cultura de paz e equidade. Nesse processo, as religiões podem atuar como pedagogias sociais, promovendo valores de solidariedade, respeito e justiça. Como assinala Miranda (2015), “a fé, quando vinculada aos direitos humanos, transforma-se em força política e social capaz de romper a naturalização da violência” (p. 73).
Em síntese, o papel da religião no enfrentamento à violência doméstica deve ser pensado a partir de suas potencialidades transformadoras e de suas limitações históricas. É preciso problematizar discursos que legitimam a opressão, ao mesmo tempo em que se valorizam práticas inclusivas que fortalecem a dignidade das mulheres. Ao promover o diálogo entre fé, direitos humanos e políticas públicas, abre-se caminho para uma atuação integrada, capaz de romper ciclos de violência e construir alternativas de vida mais justas e igualitárias.
Assim, a religião pode ser compreendida não apenas como espaço simbólico de consolo, mas como agente ativo na luta contra a violência doméstica — um campo onde espiritualidade e cidadania se encontram em favor da dignidade humana.
Referências
AQUINO, Maria José de. Teologia Feminista e Direitos Humanos: uma releitura das tradições religiosas. São Paulo: Paulus, 2019.
ARAÚJO, Fernanda Silva. Religião e violência de gênero: desafios e possibilidades. Recife: Editora Universitária, 2020.
FERNANDES, Ana Paula. Gênero, religião e poder: perspectivas críticas. Belo Horizonte: Autêntica, 2017.
FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2023. São Paulo: FBSP, 2023.
GROSSI, Miriam Pillar. Gênero e religião: desafios contemporâneos. Florianópolis: Mulheres, 2014.
MIRANDA, Cláudio de Oliveira. Religião e Direitos Humanos na América Latina. Rio de Janeiro: Vozes, 2015.
NASCIMENTO, Joana Lúcia. A fé como recurso no enfrentamento da violência doméstica. Revista Brasileira de Estudos da Religião, v. 12, n. 2, p. 95-112, 2018.
SARTI, Cynthia Andersen. Família e Religião no Brasil Contemporâneo. São Paulo: Annablume, 2007.
SOUZA, Carlos Henrique. Campanhas religiosas e cidadania: a experiência da Campanha da Fraternidade. Revista Religião & Sociedade, v. 41, n. 2, p. 131-147, 2021.
SOUZA, Carlos Henrique; CARVALHO, Patrícia Gomes. Religião, comunidade e enfrentamento da violência. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.
[1] – Doutor e Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), Especialista em Metodologia do Ensino pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Licenciado em História pela Faculdade de Formação de Professores da Zona da Mata Sul (FAMASUL). Membro Efetivo da Academia Cabense de Letras – ACL. Membro Efetivo do Instituto Histórico, Arqueológico, Geográfico e Cultural do Cabo de Santo Agostinho – IHAGCCABO. Seis Livros Publicados: GOMES, Ricardo Jorge Silveira. A Jornada de Trabalho do Docente: Ritual de deveres, restrições de direitos. Editora Universitária/UFPE.Recife.2020. GOMES, Ricardo Jorge Silveira. Pode confiar, ele é crente! Igrejas Pentecostais e as eleições cabenses de 2004. Editora Bagaço. Recife, 2018. GOMES, Ricardo Jorge Silveira. Vozes da Educação – Dialogar. Volume VII. A abordagem Freireana e as Ciências da Religião: construindo pontes rumo a Educação e Diversidade Cultural. São Paulo. 2018. GOMES, Ricardo Jorge Silveira. ACADEMIA DE LETRAS DE ESCADA – VIII ANTOLOGIA de textos Científicos – O Empreendedorismo de Madre Iva. João Pessoa, 2020. GOMES, Ricardo Jorge Silveira Gomes. DA MISSA Á MILITÂNCIA: A trajetória Religiosa/Política do Padre Antônio Melo costa no município do Cabo de Santo Agostinho/PE (1963-1977). Curitiba – Appris, 2023. GOMES, Ricardo Jorge Silveira Gomes. Erivaldo Alves: Uma jornada de fé em ação acolhedora. Editora Inovação. 2025.
Foto destaque: Web

Maravilhoso, o autor escreve com muita propriedade no assunto e é um pesquisador nas questões religiosas do município do cabo de santo Agostinho. Merece destaque.